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Show de violas marca estreia do ‘Tocando em Frente’ em Uberlândia

Três dos maiores nomes da música caipira desembarcaram em Uberlândia, no último final de semana, para uma apresentação única do projeto ‘Tocando em Frente’. Renato Teixeira, Sérgio Reis e Almir Sater cantaram juntos, no mesmo palco, várias releituras de clássicos que marcaram suas carreiras. O público se emocionou ao som de ‘Romaria’ (canção que abriu e encerrou o show), ‘Trem do Pantanal’, ‘Panela Velha’, ‘O Rei do Gado’, ‘Chalana’, ‘Tocando em Frente’, entre outras tantas parcerias dos artistas.

A ideia da turnê nasceu após o lançamento do primeiro disco de inéditas de Almir Sater em parceria com Renato Teixeira, ‘AR’, que ganhou o prêmio de ‘Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras’ no Grammy Latino em 2016. Algumas canções deste álbum estão no repertório, como ‘Bicho Feio’, ‘Peixe Frito’ e ‘Amor Leva Eu’. Os dois então convidaram para o projeto o amigo Sérgio Reis, que já havia gravado com Renato os discos ‘Amizade Sincera’ e ‘Amizade Sincera II’, em 2010 e 2015.

“Nós somos vizinhos e parceiros há muitos anos. Eu já tinha gravado com o Almir o projeto ‘Pirilampo e Saracura’, com o Renato e os dois também já tinham gravado juntos. Só faltava uma união do trio. Estamos muito felizes com o resultado”, conta Sérgio Reis. O cantor ainda ressalta a facilidade na escolha do repertório: “Temos muitas composições, sempre gravamos as canções uns dos outros, então fica fácil”.

Questionado sobre a possibilidade da gravação de um DVD ‘Tocando em Frente’, Sergião foi categórico: “Nunca, o Almir não deixa fazer”. Aos risos, ele conta que o amigo afirma que ninguém vai querer ficar sentado em frente à televisão vendo o show. Quem quiser assistir ao espetáculo tem que ir prestigiá-los nos teatros e casas noturnas. 

Falando em Almir Sater, o músico mostrou todo o talento como multi-instrumentista e deu um verdadeiro show de violas. Ele diz que começou a tocar violão ainda criança e só aos 18 anos conheceu a viola e se apaixonou pelo som e a emoção do instrumento. Viola pra mim é uma concepção, é o som que expressa a forma de pensar, a essência da música que nasceu no interior. Não tem como ensinar, é a vivência que nos traz essa percepção”, afirma. 

O cantor também ressaltou a facilidade de fazer música quando se está entre amigos. Segundo ele, o trio se sente muito a vontade e não há medo de errar, porque sabem que não serão julgados. O sertanejo ainda ressalta que as ponderações acontecem de forma natural e os palpites são mais sinceros. E claro, toda essa intimidade transparece no palco. 

Ao final do bate papo, Almir ainda analisa as novas tendências e rumos do gênero sertanejo. “Acredito que música tem que emocionar, tem que ter arte. Se tiver arte ela perpetua, quando não tem, é somente algo passageiro. Se você faz uma canção que emociona alguém, é válido, o artista cumpriu o seu papel. Não vou julgar ninguém”, finaliza.

 

Fotos: Luciana Santos

Diego Falcone

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Diego Falcone

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