Publicado em 25 de novembro de 2025 às 09:29 por Camila Pimentel

João Gomes comentou situações de preconceito que enfrentou ao longo da carreira. Em entrevista à GQ, direto de Las Vegas, nos Estados Unidos, onde recebeu o Grammy Latino pelo projeto “Dominguinho”, o pernambucano contou que aprendeu a conviver com o sucesso e, ao mesmo tempo, com episódios relacionados à sua origem nordestina.
Ao voltar ao lançamento do projeto que garantiu o prêmio de “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa”, o artista de 23 anos disse que já esperava a boa recepção do público.
“Nem todo mundo vai escutar, mas quem ouvir vai gostar… Mas tem quem não goste, viu?”, afirmou, antes de entrar no assunto central.
João Gomes reforçou que, apesar do crescimento nacional, o piseiro e o forró seguem como ritmos que ainda sofrem ataques:
“Dois ritmos que até hoje sofrem muito preconceito”.
Em seguida, ele contou que viveu uma situação desconfortável durante um ensaio em um dia quente, quando uma pessoa o questionou se sua equipe já estava acostumada ao calor e à sede “por ser nordestina”.
“Pensei: ‘Caramba, velho, foi isso mesmo?’. A gente precisa fazer a nossa parte através da música e ganhar nosso espaço, assim como Gonzagão fez. Mas sempre foi difícil. Sempre vão nos menosprezar por causa da ignorância. As pessoas pensam que, de onde viemos, é só mato. Então, devemos continuar falando de coisas positivas”, comentou o cantor.
Para lidar com situações assim, João explicou que vem passando por um processo de reorganização emocional, com terapia e acompanhamento psiquiátrico. “Estou em uma vibe muito positiva sobre o meu futuro. Sinto que tem um bocado de coração conectado ao meu”, concluiu.