Publicado em 29 de outubro de 2025 às 11:21 por Camila Pimentel

João Gomes contou em seus stories no Instagram que viveu momentos de tensão no Rio de Janeiro na noite de terça-feira (28). O relato aconteceu no mesmo dia da megaoperação da polícia contra o crime organizado, que deixou mais de 130 mortos até o momento da publicação dessa matéria, a mais letal da história do estado.
O artista continua na capital fluminense após reunir cerca de 50 mil pessoas em um show gratuito na Lapa, no último domingo (26). A apresentação fez parte da gravação do novo DVD de João Gomes.
Nos stories, ele descreveu a situação:
"Oi, galera. Meu irmão, na saída da locação, eu vim com meu assessor Cláudio e doido, bizarro, velho. Eu saí no carro, veio uma moto. A gente não entendeu por que a turma estava pedindo para voltar pro lugar da locação. Mas dizem que esses caras começaram a atirar do nada, velho. Meu Deus do céu."
Em outro momento, João Gomes continuou o relato, comentando sobre o clima nas ruas:
"Quando pegou as avenidas aqui, as rodovias, deserto, deserto, meu irmão. Que negócio do caramba, velho. Aí os meninos esperaram um pouco lá, porque a gente foi de van. Os meninos esperaram. Que bizarro, velho. Que loucura, velho!"
O cantor ainda compartilhou um vídeo mostrando as ruas do Rio vazias, mas não informou em qual região estava durante o ocorrido.

A Operação Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e se tornou a mais letal da história do estado. O objetivo principal, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, era conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e líderes da facção.
Entre os alvos, estavam 30 membros do grupo vindos de outros estados, especialmente do Pará, que estariam escondidos nas comunidades da Penha e do Alemão.
De acordo com o balanço oficial divulgado antes da atualização da Defensoria, 130 pessoas morreram.
Ao todo, 81 pessoas foram presas, entre elas Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha e braço direito do líder Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”.
Os agentes apreenderam 93 fuzis, número que supera a média mensal de apreensões de 2024 e se aproxima de um recorde histórico.
A megaoperação afetou a rotina de moradores de várias regiões da capital. Escolas municipais e estaduais suspenderam as aulas, unidades de saúde interromperam o atendimento e linhas de ônibus tiveram seus itinerários desviados.